Avião privado oriundo da China aterra nos Açores.


Um jato privado com 11 passageiros e três tripulantes, alguns com nacionalidade chinesa, que viu recusado o desembarque em vários países devido ao perigo de propagação do novo coronavírus, aterrou sem qualquer problema, no passado sábado, na ilha de São Miguel, nos Açores.

De acordo com o Diário de Notícias, jornal que avançou com a notícia, o avião privado, que saiu de Hong Kong no dia 25 de janeiro, não só aterrou no aeroporto de Ponta Delgada, como os passageiros passearam pela ilha e ficaram hospedados num hotel local.

Segundo o site Flight Aware, a aeronave saiu de Hong Kong e aterrou em Tóquio, no dia 25 de janeiro. De seguida parou em Paris, a 26 de janeiro, de onde partiu para a Islândia, a 28 de janeiro, onde não teve autorização para fazer descer os passageiros. O grupo tentou assim chegar às Bahamas, mas a aterragem foi recusada. Perante isso, voou até à Republica Dominicana, onde conseguiu aterrar para abastecer, mas onde também não teve autorização para fazer o desembarque.

Já nos Açores, garante o referido jornal, uma parte dos passageiros terá ficado hospedada no Azor Hotel, em Ponta Delgada, enquanto outros terão embarcado em dois voos da SATA para Lisboa, onde viajaram com outras centenas de pessoas, algo que a companhia aérea açoriana veio desmentir, já esta segunda-feira.

“Face às notícias publicadas nas últimas horas, a respeito dos onze passageiros de um voo privado provenientes da China que desembarcaram nos Açores, vem o Grupo SATA informar que, contrariamente ao que foi publicado nalguns Órgãos de Comunicação Social e mencionado nas redes-sociais, nenhum passageiro proveniente do referido voo, embarcou em voo da Azores Airlines com destino a Lisboa. A informação que foi veiculada não corresponde à verdade”, lê-se num comunicado enviado da SATA Air Açores.

Por sua vez, o Governo regional emitiu uma nota, ainda no domingo, garantindo a inexistência de risco. Alegadamente, nenhum dos passageiros ou tripulantes provém da cidade de Wuhan, epicentro da epidemia, nem teve qualquer contacto com pessoas suspeitas de infeção por coronavírus ou apresenta qualquer sinal ou sintoma da doença.

Mesmo assim, garante o executivo regional, a situação foi avaliada pela Autoridade de Saúde concelhia e regional, tendo os passageiros sido observados de forma preventiva.

Questionada sobre esta questão, na noite de domingo, durante a conferência de imprensa sobre a chegada dos portugueses repatriados da China, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, garantiu que nenhum dos passageiros vinha de Wuhan, epicentro do vírus e que foi feito pelas autoridades açorianas um inquérito epidemiológico, tendo recolhido a história clínica dos passageiros.

foto/DR

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