Projeto reforça espécies nativas e endémicas dos Açores com 20 mil plants

O projeto LIFE VIDALIA, em curso desde 01 de julho de 2018, no Faial, Pico e S. Jorge, permitiu, em dois anos, “o reforço populacional em cerca de 20 mil plantas” de espécies nativas e endémicas dos Açores.

Implementado pela Direção Regional do Ambiente, em parceria com a Azorina (Sociedade de Gestão Ambiental e Conservação da Natureza), o projeto LIFE VIDALIA é cofinanciado pelo Programa LIFE e representa um investimento de cerca de 1,8 milhões de euros para reforço das populações naturais das espécies e redução das suas ameaças.

Este projeto prevê, até 2023, aumentar os efetivos populacionais de Azorina vidalii em mais de 200% e de Lotus azoricus em mais de 400%.

Estão previstos também trabalhos de conservação em todos os sítios da Rede Natura 2000 das ilhas do Faial, Pico e São Jorge em que se encontrem populações das espécies-alvo.

O projeto que, visa contribuir para a melhoria do estado de conservação das espécies endémicas Azorina vidalii (vidália) e Lotus azoricus (lótus) nas ilhas do Faial, Pico e S. Jorge, já evidencia resultados “em cerca de 40 hectares de território intervencionado, de onde também foram removidas espécies exóticas invasoras e resíduos”, segundo adiantou hoje a Direção Regional do Ambiente.

Após dois anos, destaca-se, designadamente, o progresso dos trabalhos registado nas áreas de intervenção do Morro de Castelo Branco e do Monte da Guia, no Faial, da Ponta da Ilha, no Pico, e da Fajã dos Cubres, em São Jorge.

Atualmente, e também no âmbito do LIFE VIDALIA, estão a decorrer as obras de alargamento do viveiro de plantas raras do Jardim Botânico do Faial, que, em breve, terá novas áreas de estufa, de armazém e de vasário, num investimento público de cerca de 250 mil euros que “vai aumentar substancialmente a capacidade” daquele espaço e promover a conservação de espécies de flora açoriana, particularmente das que se encontram em perigo ou em risco de extinção.

“Nesse sentido, e para o sucesso posterior do repovoamento nos ‘habitats’ naturais, foi ainda criado um novo protocolo de propagação de Lotus azoricus”, (espécie endémica), que permitiu “o aumento muito significativo da taxa de germinação desta espécie tão rara de 27% para 85%”, adianta ainda a Direção Regional do Ambiente.

Até à data, foram criados 10 novos postos de trabalho diretos ligados à execução deste projeto, concebido pela Região no âmbito do Programa LIFE da União Europeia.

foto/DR

Lusa/AExpresso