PSD quer Gare Marítima de Passageiros no Porto Comercial da Graciosa

O deputado do PSD/Açores eleito pela Graciosa, João Bruto da Costa, defendeu “a construção de uma Gare Marítima de Passageiros no Porto Comercial da ilha”, questionando o governo sobre “uma promessa que data de fevereiro do ano passado”, lembrou.
 
Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, o social democrata quer saber “quando tem início o concurso para a construção da nova Gare Marítima de passageiros na ilha Graciosa e das restantes instalações portuárias”, avança.
 
“Foi em fevereiro de 2019, em visita à Graciosa, e quando dizia ao Conselho de Ilha que o investimento no porto de recreio – Marina – não era prioridade, que Vasco Cordeiro classificou a nova gare para o transporte marítimo de passageiros como um investimento que assumia importância”, recorda João Bruto da Costa.
 
“Ora, depois de um ano a estudar o Porto Comercial da ilha, seria natural que tal não ficasse apenas para anúncio eleitoral, atrasando-se o início dos procedimentos para o concurso da nova Gare Marítima, bem como das restantes infraestruturas referidas”, afirma o deputado do PSD/Açores.
 
No mesmo documento que remeteu à ALRAA, o social democrata pergunta naturalmente “pela apresentação do estudo de reordenamento do Porto da Praia da Graciosa, divulgado em 2019”.
 
“Uma obra que, reforce-se, era prioritária para o Presidente do Governo, naqueles ziguezagues de prioridades que, em fevereiro de 2019, diziam que uma marina não era prioritária na Graciosa e em junho de 2020 já nem falava da nova Gare Marítima”, lembra igualmente o parlamentar.
 
“Estas obras são importantes para a ilha, pelo que não deveriam apenas encher as comunicações de propaganda do governo, mas sim ser efetivamente executadas”, considera João Bruto da Costa.
 
O deputado acrescenta que, em fevereiro deste ano, “o senhor Presidente do Governo anunciou que o estudo de reordenamento do Porto da Praia da Graciosa estava a cargo “Portos dos Açores”, prevendo um novo terminal de passageiros, a construir de raiz, com todas as condições de operacionalidade, de conforto e de segurança, entre outras valências para aquela estrutura”.
 
“Depois disso, já o PS local anunciou que o dito estudo estava a decorrer, curiosamente numa legislatura em que não ocorreu o lançamento de uma única primeira pedra de obras estruturantes para o desenvolvimento da Graciosa”, sublinha.
 
“Talvez isso ainda possa ocorrer, com a nova aerogare a ser o trunfo desesperado da campanha eleitoral socialista”, diz ainda João Bruto da Costa, para quem “não se podem adiar mais estes investimentos de significativa importância para a ilha, pois as obras dos equipamentos portuários são fundamentais para o movimento de cargas e pessoas na Graciosa e, logo, para a sua economia”, concluiu.

foto/JEdgardo

AExpresso