O PS Açores adaptado a campanha à medida do que “circunstâncias exigem”

O presidente do PS/Açores, Vasco Cordeiro, reconheceu hoje que “naturalmente é diferente” fazer uma campanha eleitoral num contexto como o atual, de pandemia de covid-19, garantindo ações ajustadas ao que as “circunstâncias exigem”.

Ao quinto dia de campanha oficial para as regionais de 25 de outubro, Vasco Cordeiro, candidato a terceiro mandato como presidente do Governo dos Açores, reconheceu que “a campanha de rua não é aquilo que costumava ser” em momentos passados, “mas é aquilo que as circunstâncias exigem”.

Em Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, o candidato começou o dia na zona portuária e piscatória, tomou café no centro da vila e chamou a atenção para o momento pandémico, em que nem todos os partidos abdicam, por exemplo, de jantares-comício, como o Chega, que tem três momentos do género preparados para a segunda semana da campanha açoriana.

“Não sei quais são as condições em que esses partidos podem ter essas iniciativas ou pretendem desenvolver essas iniciativas, mas talvez seja bom antes de fazer e planear essas coisas ligar a televisão e ver o que se passa no mundo”, considerou o socialista.

Vasco Cordeiro conheceu o projeto da Portos dos Açores para o porto local, destacando a “influência” do investimento e dizendo que obras do género, que promovem a “coesão”, são “uma constante nos governos do PS”.

“O reforço de investimento na qualificação de infraestruturas é algo que temos de prosseguir na próxima legislatura”, declarou ainda.

A acompanhar Vasco Cordeiro em Santa Maria, por onde fica até final do dia, está o dirigente socialista Berto Messias e os primeiros candidatos a deputado pela ilha, atuais parlamentares: Bárbara Chaves e João Vasco Costa.

As legislativas dos Açores decorrem em 25 de outubro, com 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.

No arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

foto/DR

Lusa/AExpresso