Artur Lima considera o anúncio da acreditação do HSEIT uma afronta aos doentes

O líder do CDS-PP e deputado eleito pela Terceira, Artur Lima, considerou que o anúncio da acreditação do Hospital de Santo Espírito da ilha Terceira (HSEIT) é a grande medida de abertura do novo Conselho de Administração, apresentada, aliás, com pompa e circunstância. Além da acreditação envolver uma série de procedimentos e de ser necessariamente longa, priorizá-la é “uma atitude demagógica e populista que afronta os doentes”.

“O grande objetivo da acreditação é o turismo de saúde, captando doentes de outros lados para serem operados. Porém, se não têm resposta para os nossos doentes, como querem responder aos de fora?” – referiu Artur Lima.  Segundo o líder do CDS, “isto é um insulto por parte do Conselho de Administração àqueles que necessitam de uma consulta e de uma cirurgia, ou seja, um verdadeiro atentado ao sofrimento psicológico e físico dos nossos doentes”.

No entender do deputado Artur Lima, o que devia interessar ao novo Conselho de Administração era adquirir equipamentos e meios de diagnóstico, uma vez que os atuais estão obsoletos. O que devia interessar ao novo Conselho de Administração era pôr todas as salas do bloco operatório a funcionar. O que devia interessar ao novo Conselho de Administração era reduzir o tempo de espera de acesso às consultas de especialidade. O que devia interessar ao novo Conselho de Administração era tomar medidas para reduzir as vergonhosas e humilhantes listas de espera cirúrgicas. Contando o tempo de espera de um doente para uma consulta com o médico de família, acrescido do tempo de espera por uma consulta com o médico especialista, ao que se soma o tempo de espera na lista cirúrgica, faz com que o doente, muitas vezes, esteja há 6 anos para ser operado. O que este novo Conselho de Administração devia fazer, por maioria de razão, era colocar rapidamente a radioterapia a funcionar.

Para Artur Lima, este anúncio de acreditação é uma afronta aos doentes que esperam por uma cirurgia de reabilitação, estando de baixa, perdendo rendimentos e sofrendo física e psicologicamente, sem terem uma resposta atempada por parte do Serviço Regional de Saúde.

“Em vez do Conselho de Administração andar a fazer fogachos noticiosos, dando uma falsa ideia de eficiência e proatividade, devia cuidar devidamente dos utentes do Hospital de Santo Espírito da ilha Terceira” – realçou Artur Lima.

 

AExpresso Online