Deputados dos Açores do PSD na AR solidários com refugiados da Venezuela

Os deputados do PSD/Açores na Assembleia da República, Berta Cabral e António Ventura, subscreveram um projeto de resolução que visa o reforço da ajuda humanitária europeia aos cidadãos refugiados da Venezuela, “no sentido de ser encontrada uma solução abrangente e responsável de apoio à sua integração nos países de origem na União Europeia”, explicam.

Segundo os social democratas, a iniciativa pretende utilizar o procedimento de diálogo político reforçado, possibilitado pela Iniciativa Cartão Verde, “que permite aos vários parlamentos nacionais propor, em conjunto, que a Comissão Europeia tome iniciativas nesse sentido”, adiantam.

“A atual crise multidimensional na Venezuela está a provocar a maior deslocação populacional na região, com o número total de venezuelanos a abandonar o país a aumentar drasticamente de cerca de 400 mil em 2005 para 1.6 milhões em 2017”, avançam Berta Cabral e António ventura

“Desde 2015, entre 1,6 milhões a 4 milhões de residentes terão abandonado o país. À escala mundial, milhares de venezuelanos requereram o estatuto de refugiado e o número de requerentes de proteção internacional vindos da Venezuela na UE aumentou 3500% entre 2014 e 2017”, acrescentam.

Os deputados do PSD querem que todos os Parlamentos Nacionais, que decidam juntar-se à iniciativa, recomendem à União Europeia, “a concessão urgente de apoio humanitário suplementar, concretamente através da Ação para a Recolocação em situações de emergência, presta apoio a pessoas que necessitam de proteção internacional e se encontram em situações de emergência, mas não se encontrem abrangidos pelo Fundo Europeu para os Refugiados”, sublinham.

Os deputados açorianos do PSD dizem ainda que “a implementação deste programa também vai abranger portugueses, nomeadamente açorianos, permitindo o seu retorno e a sua integração, atendendo às suas necessidades de habitação, educação, sociais e de emprego”.

Os social democratas acrescentam que a pobreza “afeta 87% da população Venezuelana e o nível de pobreza extrema ascende a 61.2%, tendo o país registado aumentos impressionantes na mortalidade materna, nos índices de violência e de doenças e epidemias”, para além de que “89% da população venezuelana não possui recursos financeiros suficientes para comprar alimentos para as suas famílias”, concluem.

 

 

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