FC Porto ficou a zero em Guimarães

O Vitória roubou cinco ao FC Porto nesta Liga, se lhes acrescentarmos os três da primeira volta. Em dia de dérbi da Segunda Circular, os homens de Conceição sentiram a liderança a encolher. 

O nulo em Guimarães merece uma reflexão cuidada. Já se sabe que este FC Porto é um corpo duro, granítico, gosta de falar alto, arregaçar as mangas e por tudo em pratos limpos. Olhos nos olhos.

É uma figura popular, de gestos rudes e uma frontalidade genuína. Gosta de vestes limpas, mas simples. Não o queiram meter apertado num fato de milhares de euros, gravata bem ajustada e sapatos a brilhar mais do que a própria identidade.

Não faltaram oportunidades de golo aos campeões nacionais, é verdade. Basta lembrar as duas ocasiões quase escandalosas desperdiçadas por Moussa Marega ainda antes do intervalo – o avançado teve uma noite horrível e acabou mesmo por sair lesionado, em lágrimas –, o pontapé de Soares à barra e as muitas defesas de Douglas na fase da pressão total do FC Porto.

Sem fazer um jogo com a qualidade de outros, o Vitória minhoto teve, acima de tudo, um escudo convincente a tapá-lo das flechas, balas e tiros de canhão. E quando tudo falhava, enfim, lá aparecia uma perna quase miraculosa a evitar o golo. Ao minuto 74, por exemplo, Frederico Venâncio tirou em cima da linha mais um remate do infeliz Marega.

 

foto/DR

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