Alexandre Gaudêncio propõe reforço de pessoal na execução dos Cuidados Continuados

O presidente do PSD/Açores defendeu a contratação de mais enfermeiros e de assistentes operacionais, de modo a garantir que não continue a haver camas de cuidados continuados “vazias” por falta de pessoal.

“Nos centros de saúde de Vila Franca do Campo e Ribeira Grande há 16 camas de cuidados continuados por ocupar. Isto tem a ver com a falta de pessoal. Neste momento há um défice de enfermeiros e assistentes operacionais”, afirmou Alexandre Gaudêncio, no final de uma reunião com o conselho de administração da Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel.
Segundo o líder dos social-democratas açorianos, “estima-se que sejam necessários mais 30 enfermeiros para cobrir as necessidades em termos de cuidados continuados e de outros projetos que a Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel tem por implementar”.
“Há camas disponíveis. Não há é pessoal suficiente. Também já tínhamos constatado no terreno que há listas de espera de centenas de pessoas nos lares de idosos”, disse.
Alexandre Gaudêncio salientou que a ausência de mais camas de cuidados continuados, devido à falta de pessoal, acaba igualmente por criar um efeito “bola de neve”, dado que “há muitos doentes com alta acamados durante meses no Hospital de Ponta Delgada”.
“Estes doentes de cuidados continuados, que já tiveram alta, continuam por ocupar camas no Hospital necessárias para o internamento de outros utentes submetidos a cirurgias. Isto faz com que a recuperação de listas de espera cirúrgicas não seja devidamente eficaz”, explicou.
Para o presidente do PSD/Açores, “a solução para o problema passa, obrigatoriamente, por contratar mais enfermeiros e assistentes operacionais para os cuidados continuados, porque as estruturas físicas existem”.
Alexandre Gaudêncio acrescentou que a contratação de enfermeiros e assistentes operacionais tem que ser “prioritária”, perante o facto de haver camas de cuidados continuados contratualizadas nos Centros de Saúde Vila Franca do Campo e Ribeira Grande que estão vazias devido à falta de pessoal.
foto/DR
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