Andreia Cardoso anuncia definição do valor pago pelo Governo por utente nos Centros de Atividades Ocupacionais

Regional Solidariedade Social

A Secretária Regional da Solidariedade Social anunciou ontem, em Ponta Delgada, que o Governo dos Açores já chegou a acordo com a União Regional das Misericórdias dos Açores e a União Regional das Instituições Particulares de Solidariedade Social quanto à fixação do Valor Padrão no financiamento público aos Centros de Atividades Ocupacionais.

“Com o Valor Padrão, ou seja, o valor pago pelo Governo por cada utente, fixado entre 582 e 655 euros, em função do grau de autonomia, e tendo em conta as novas vagas a disponibilizar em 2019, falamos de um financiamento superior a 3,7 milhões de euros aos Centros de Atividades Ocupacionais (CAO), o que representa um aumento de cinco por cento face a 2017”, sublinhou Andreia Cardoso.

A Secretária Regional, que falava na apresentação do projeto para a construção do Centro de Apoio à Deficiência, cujo concurso público foi hoje publicado em Jornal Oficial, salientou que esta ação tem em conta “a vida dessas pessoas e a sua existência enquanto membros de pleno direito da sociedade que integram”.

Andreia Cardoso disse ainda que a promoção da inclusão das pessoas com deficiência é uma das prioridades do Governo Regional para este mandato e que a futura infraestrutura terá em conta as várias necessidades que foram identificadas com a avaliação efetuada aos CAO em 2018.

“Este novo espaço visa uma oferta alternativa de serviços de apoio, que viabilizam a integração social e profissional das pessoas que o irão frequentar, com a introdução de múltiplas valências na área do apoio à deficiência”, afirmou a titular da pasta da Solidariedade Social.

O Centro Apoio à Deficiência resulta de um investimento do Governo dos Açores de mais de quatro milhões de euros, onde se inclui a aquisição do espaço e as obras de requalificação do edifício que dará resposta a 80 pessoas com deficiência na ilha de São Miguel.

Neste equipamento vão funcionar a Aurora Social – Associação de Promoção e Emprego Apoiado, assim como a Associação Portuguesa de Perturbações de Desenvolvimento e Autismo (APPDA).

O edifício salvaguarda espaços destinados à realização de atividades ocupacionais, de desenvolvimento pessoal e social, assim como para o treino de atividades de vida diária e de competências, com vista à promoção da autonomização dos utentes e do seu potencial.

 

foto/DR

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