Benfica vence o Sporting por 2-1 em jogo da meia final da Taça de Portugal

Foi um jogo diferente daquele que se viu em Alvalade. Percebe-se facilmente que o Sporting se organizou melhor e encarou o jogo de outra forma. 

É bom não esquecer que se trata de uma eliminatória a duas mãos, esta foi a primeira parte e, talvez por isso, se viu um o Sporting também a jogar com isso.

Foi, por isso, um dérbi mais equilibrado do que o último em Alvalade, no qual, da parte do Benfica, não foi tão notório o desequilíbrio provocado individualmente por algumas peças que em Alvalade fizeram a diferença.

O Benfica conseguiu chegar ao golo mais ou menos no mesmo período em que abriu o marcador no dérbi de domingo, ali entre os dez e os vinte minutos, e se calhar nessa altura pensou-se que a equipa podia repetir uma exibição igual à de Alvalade.

Puro engano. O Sporting desta vez não se perdeu, manteve a sua forma de jogar, manteve a boa organização e tentou aqui e ali chegar com perigo à baliza do Benfica.

O Sporting tentou alterar o rumo dos acontecimentos depois do segundo golo sofrido, o que foi provocado por duas circunstâncias: por um lado, pelas alterações que Marcel Keizer fez na equipa, por outro lado pelo recuo do Benfica, não sei se por ordem do treinador, se fruto das substituições que o Sporting fez ou se por causa de algum cansaço que se notou, particularmente em alguns jogadores que o mostraram claramente a partir dos 65 ou 70 minutos.

Nessa altura notou-se que o Sporting começou a tomar conta das operações e o Benfica apostou mais no contra-ataque, o que é normal porque estava confortável no resultado.

Depois há um momento em que o Benfica falha o 3-0, pelo Grimaldo, e logo a seguir o Sporting marca um golaço, pelo Bruno Fernandes, num livre direto em que me parece que o Svilar podia ter feito mais qualquer coisinha.

 

foto/DR

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