“Os Açores são um laboratório vivo da ciência. Pensamos na energia, espaço, agroindústria, sismologia, temos o que não encontramos em certas partes da Europa”, considerou o comissário europeu com a pasta da Investigação, Ciência e Inovação.

Carlos Moedas falava em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, após ter sido recebido pelo presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro.

O comissário destacou aos jornalistas a participação dos cientistas açorianos no programa Horizonte 2020, que aloca fundos comunitários para projetos de investigação e inovação destinados a apoiar a competitividade económica da Europa e a alargar as fronteiras do conhecimento humano.

“A taxa de sucesso nos Açores é muito superior à média europeia, isto é, quando um cientista dos Açores concorre ao nosso programa consegue ter uma taxa de sucesso superior à média europeia”, enalteceu o comissário português.

Carlos Moedas reconheceu todavia ser necessário “contar melhor” aos cidadãos a “história do dia a dia da Europa” e da importância da Europa no dia a dia das pessoas para que haja uma maior identificação global com o projeto comunitário.

Já o chefe do executivo açoriano, Vasco Cordeiro, que convidou Carlos Moedas para esta visita ao arquipélago, destacou o “bom momento” açoriano no que refere à ciência e investigação, apontando projetos e propostas “não apenas” do Governo Regional “mas também da Universidade e das empresas da região”.

O comissário Carlos Moedas fará, em São Miguel e no Faial, a última etapa do Roteiro da Ciência em Portugal.

Este roteiro, precisa Bruxelas, consiste na visita de Carlos Moedas “às cidades e regiões portuguesas mais inovadoras e ativas na produção científica de excelência”.