“Destaco as questões que têm sido debatidas nos últimos anos pelo Conselho de Ilha, nomeadamente todas as situações relacionadas com as acessibilidades e os transportes, quer por via marítima, quer as ligações aéreas, também os fluxos turísticos e as ligações com objetivos turísticos ao nosso aeroporto, a própria gestão da Aerogare Civil das Lajes, mas também o Cais de Cruzeiros na Praia da Vitória, que é uma aspiração da ilha Terceira”, adiantou hoje aos jornalistas o presidente do município da Praia da Vitória.

Tibério Dinis apresentou hoje, no Conselho de Ilha da Terceira, reunido na Praia da Vitória, uma proposta de parecer sobre o Plano e Orçamento da Região para 2020, com várias reivindicações, que serviram de base também ao memorando solicitado pelo Governo Regional.

O parecer “positivo na generalidade” e o memorando foram aprovados por unanimidade, acrescidos de algumas sugestões de outros conselheiros.

Uma das medidas sugeridas pelo presidente da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo, Rodrigo Rodrigues, foi a apresentação de uma proposta de revisão do modelo de subsídio social de mobilidade (atribuído aos residentes em viagens aéreas para o continente português que custem mais de 133 euros), por iniciativa do Governo Regional, antecipando-se a uma possível revisão unilateral do Governo da República.

“É necessário sermos proativos na apresentação de uma proposta que consiga ter um equilíbrio entre permitir que se mantenham as condições favoráveis aos residentes nos Açores, permitir também que se baixe o valor pago pelos turistas, porque se hoje os açorianos recebem o reembolso, a verdade é que esse é o preço pago na totalidade pelo turista e é proibitivo termos voos de duas horas com valores de 500, 600 e 700 euros, mas também que este novo modelo não seja prejudicial para a operação das companhias ‘low cost’”, salientou o autarca da Praia da Vitória.

O memorando inclui ainda uma reivindicação da associação empresarial no sentido de que o Governo Regional lance um concurso público para a privatização da gestão da Aerogare Civil das Lajes, para que esta integre uma rede internacional de gestão e consiga “competir em vários mercados”.

O órgão independente, que reúne políticos, empresários, líderes de associações e sindicalistas, alerta para a necessidade de concretização das obras de prolongamento do cais e de construção da rampa ‘roll-on/roll-off’ no Porto das Pipas, em Angra do Heroísmo, da construção de um cais de cruzeiros na Praia da Vitória, bem como da criação de uma plataforma logística e de um posto de abastecimento de gás natural no Porto da Praia da Vitória.

Reivindica também a retoma da linha lilás, que garante ligações marítimas de passageiros entre Angra do Heroísmo e Calheta (S. Jorge), uma ligação marítima entre a Ilha Terceira e o Porto do Topo (S. Jorge), a melhoria dos transportes de mercadoria por via marítima, tanto dentro do arquipélago, como com o continente, e a reposição do desalfandegamento nos CTT da ilha.

O Conselho de Ilha da Terceira aponta ainda a necessidade de melhoria das ligações aéreas com o continente e o reforço de rotas internacionais, o incremento da promoção turística da ilha e a criação de miradouros e outras infraestruturas de valorização turística.

Também a “mitigação da pegada ambiental originada pela presença militar norte-americana na Base das Lajes” é reivindicada no memorando.

O Governo Regional dos Açores visita a ilha Terceira na próxima semana, de 22 a 24 de outubro.

Segundo o presidente do Conselho de Ilha, o executivo solicitou o envio de um memorando, mas até ao momento não pediu uma reunião com os conselheiros.

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Lusa/AExpresso Online